#CMFI Festival Sem Paredes 3º Dia

Mais um vídeo relato sobre a semana do Festival Sem Paredes e Festival de Cultura e Arte do DCE UFJF – Gestão Outras Palavras. Neste, imagens das oficinas de Hugby, Skate, Slackline. Tem também o debate sobre Políticas Públicas Culturais com Fred Furtado, Leonardo Barbosa e Fred Fonseca e, ainda, discotecagem de Marcelo Castro e Performance Poética de Letícia Nabuco (A sua violência, a minha violência).

Garotas Suecas

Já fizeram sucesso no exterior e tocaram por todo Brasil… Agora os Garotas Suecas vieram tocar em Juiz de Fora. A participação da banda no Festival Sem Paredes era uma das mais esperadas. Ainda mais depois do sucesso do último clipe da banda, em que o Jacaré canta, dança além de fazer caras e bocas (como sempre para quem conhece seu histórico).

A irreverência do grupo já foi percebida né? Mas a banda não para por aí. Durante o show, puderam mostrar que não são só clipes engraçados que fizeram da banda um sucesso na cena independente do Brasil e do mundo, mas também a qualidade musical e a apresentação extremamente contagiante.

O último dos 8 shows que passaram pelo palco do Festival Sem Paredes no sábado, o Garotas Suecas não deixou ninguém desanimar e fechou a noite com muita música. Guilherme, vocalista, revezava em seu tom normal e agudos, deixando tudo mais interessante. Irina, tecladista, que a primeira vista parece tímida e muito quieta vai se soltando aos poucos no palco, cantando e até dançando algumas músicas. O show foi realmente contagiante, via-se no público vários cantarolando as músicas da banda, alguns improvisando uns belos (ou não) passos de dança e ninguém conseguiu ficar de braços cruzados.

A sensação no final da noite era de um dia muito cheio, muita música e muita diversão. Sem dúvidas o sábado do Sem Paredes foi fechado com chave de ouro e muita alegria, ainda na expectativa de mais um dia de shows antes da depressão pós-festival.

Texto por Raíssa Galvão. Conteúdo produzido pela Cobertura Colaborativa organizada pela oficina de Midialivrismo do Festival Sem Paredes

A rima do Rael

Para quem esperava de Rael da Rima um show de rap, lotado de samplers e remixes, se enganou completamente. O cantor surpreendeu cantando vários estilos, numa performance carregada de várias referencias como bossa, samba, choro – instrumento que o pai tocava – mostrou que a música vai além de ritmos. O rap, que antes era criticado por seu pai, se transformou num swing incrível.

Acompanhado de uma banda daquelas, com baixo, guitarra, bateria, violão, saxofone e até flauta transversal, o rapper paulistano levantou a Praça Cívica da UFJF com o show do seu disco MP3 – Música Popular do 3º Mundo. Rael começou a cantar e compor aos 16 anos, atualmente se divide entre a carreira independente e o trabalho com o grupo Pentágono. Já teve música participando de documentário norte-americano, ja participou do seriado Antônia e do Som Brasil na Rede Globo, além de várias parcerias com cantores do cenário black brasileiro.

Pra ele tocar em um Festival como o Sem Paredes é legal porque muita gente aqui não o conhecia e agora conhece o som dele. O rapper que está acostumado a cantar ao som das pick up’s dos dj’s disse que curte tocar com banda porque parece mais ao vivo, mais de verdade.

Ele contou uma situação que “justifica” porque segue o caminho da música: sua mãe é evangélica e quando ele foi à igreja com ela o pastor disse que ele estava no caminho da perdição, e que no rap ninguém disse isso pra ele, pelo contrário. Menos uma ovelha no rebanho do Senhor, melhor pra galera que compareceu ao evento e curtiu um show muito massa! Acompanhe o Sem Paredes nas mídias sociais e fique por dentro de tudo que rolou e ainda vai rolar!

Texto por Emeline Fortes, Antonio Moreira e Thiago Godoy.

Indo além da música, Dibigode interage com as artes

Surpreendente. Essa foi a opnião da maioria das pessoas que assistiram ao show da Banda mineira Dibigode. Pra contar um pouquinho da banda pra vocês: o quinteto faz música instrumental e deu início à sua jornada de shows em 2009, passando por diferentes tipos de casas do cenário musical de Belo Horizonte e São Paulo. O som é excêntrico, realmente é elegante e inflamável como eles definem. Não poderia esperar outra coisa de uma banda que toca com duas baterias, mas eles dizem que isso não é exclusividade porque algumas outras já tocam e que o segredo é sincronia.

A idéia do Dibigode é realizar suas apresentações sempre seguidas por intervenções artísticas, músicos convidados, performances, vídeo e diferentes tipos de interação com o públicoatravés das artes pois, como eles disseram, é isso que eles vivenciam. Pro show de hoje o convidado foi o amigo da banda Patrick Melgaço, que durante a apresentação fez um painel de grafite. Eles contaram que a recepção do público é boa porque eles se surpreendem positivamente, mas que muitos estranham no início esperando que alguém cante.

Eles também estão no Programa Música Minas, fazem parte do Circuito Mineiro de Festivais e é a quinta vez que se apresentam em um festival de música da cena independente. Quando perguntados sobre a importância de participar de um festival assim e qual a repercussão disso na vida profissional, a resposta foi positiva, pois é uma oportunidade de levar o som deles a outras pessoas. Já estão morrendo de vontade de ouvir, né?! Não vou ficar aqui contando tudo porque vocês precisam acompanhar o vídeo com a entrevista! Então, fique de olho no blog, no twitter e facebook e acompanhe as novidades da reta final do Festival Sem Paredes!

Texto de Emeline Fortes. Conteúdo produzido pela Cobertura Colaborativa organizada pela oficina de Midialivrismo do Festival Sem Paredes

Ácidogroove: estilo indie, sotaque mineiro

Acidogroove é uma banda de Indie Rock que está na cena desde 2006, mesmo ano em que lançaram um EP com músicas autorais inéditas. Antes, em 2004, lançaram um EP pelo projeto que viria a ser a banda, influenciada por estilos como MPB, folk, rock clássico e indie rock. De lá pra cá já são 3 EP’s e 1 CD, que é o resultado de 3 anos de produção.

O quarteto uberabense faz parte do Programa Música Minas, que tem como objetivo promover o cenário musical independente do nosso estado, através deste projeto eles já participaram do circuito mineiros de festivais independentes e afirmaram que depois do programa a repercursão deles tem crescido e se valorizado.


O CD intitulado ‘Talvez Hoje Eu Tope Um Plural’,  é resultado da união de 3 selos – Megalozebu, Gravadora de Discos e Sapólio Rádio – e uma distribuídora , a Distro Fora do Eixo. O selo Megalozebu é do coletivo homônimo do qual eles fazem parte, em uma parceria com Letícia Rezende, diretora de planejamento do coletivo, incentivadora e realizadora de vários projetos com a banda.

Na entrevista dada à nossa equipe eles contaram um pouco dos planos para a banda agora com o CD já lançado e sobre a receptividade do público paulistano, falaram como é a convivência com o coletivo de Uberaba e como é pra eles chegar em uma cidade e mostrar um trabalho autoral, pois esse é o segundo festival que eles participam (o primeiro foi o Transborda em BH).

No fim disseram que estão satisfeitos com o resultado do festival e elogiaram a produção. Não vou contar tudo aqui porque vocês têm que conferir a entrevista na íntegra! E aproveitando para agradecer, nós que ficamos satisfeitos em saber disso, Ácidogroove!

Texto de Emeline Fortes. Conteúdo produzido pela Cobertura Colaborativa organizada pela oficina de Midialivrismo do Festival Sem Paredes

El Efecto

Texto por Lucas Mortimer

“Essa banda tem que circular no Fora do Eixo” foi meu pensamento desde a primeira vez que vi o El Efecto.

Sigo a banda desde 2009, quando fui ver um show do Cinzel no Matriz em BH e acabei vendo eles de tabela. Posso dizer que foi um dos shows mais marcantes da minha vida; uma das poucas bandas que conseguiu me agradar a primeira vista com um show ao vivo. Marcante pela mistura de estilos, pela originalidade, pela grande habilidade dos músicos e pela enorme presença do baterista Tomás, que toca muito, canta muito e toca e canta junto excelentemente!

Depois desse show, vi vários outros em diversas circunstâncias, alguns excelentes e outros muito bons; sempre mantendo a regularidade. Mesmo assim, me espantei com os “altos níveis de ducaralhisse” desse show aqui no Festival Sem Paredes em Juiz de Fora. O público que estava ainda começando a chegar devagar, se animou e foi se aproximando do palco. A presença marcante do Tomás se destacou ainda mais devido à excelente qualidade do som, especialmente da sonoridade da bateria.

A surpresa desse show foram duas excelentes músicas novas; uma ainda “sem nome” e outra chamada “Adeus à Deus”. A primeira faz uma crítica à televisão e seu conteúdo alienante e a segunda à religião. Entrevistando os caras perguntei sobre as letras e eles comentaram da dificuldade de se fazer letras que tenham uma crítica explícita sem cair em bordões, clichês e formatos padrões. Essa dificuldade é facilmente superada por eles, ao casar muito bem letra e música, utilizando de sonoridades que remetem ao tema das letras. “Adeus à Deus” faz referência à música gospel e utiliza disso para enfatizar ainda mais a crítica.

Os caras estão preparando um novo CD, já em processo de gravação em um estúdio parceiro no Rio de Janeiro, que terá 8 músicas e previsão de lançamento pra início de 2012.

Boa pedida pra rolar nos próximos festivais do Circuito Mineiro de Festivais Independentes e no Cedo e Sentado do Fora do Eixo no recém inaugurado Studio RJ.

E ainda há tempo: O que dizer da Tinastácia?

O que dizer de uma banda com 16 anos de estrada, 8 CD’s gravados e vários rit’s emplacados? Simplesmente nada e tudo. A banda formada em Belo Horizonte e composta por Maurinho, Podé, Beto, Antonio Júlio e Glauco Nastácia colocaram todos em estado de êxtase e fez com que a Praça Cívica da UFJF tremesse pelos pulos e ouvisse o coro de vozes que se juntou a banda em mais um dia do Festival Sem Paredes.A banda teve como público aproximadamente 10 mil pessoas que curtiram ao máximo seus grandes sucessos como Criança Louca, Cabrobró, Conto de Fraldas, Na Boca do Sapo tem Dente, além de versões maravilhosas de Seven Nation Army do White Stripes, Faroeste Cabloco da Legião Urbana e Balada do Louco dos Mutantes numa noite em que todos sentiram a pegada rock’n’roll destes representantes máximos do rock nacional.

Após o show tivemos a oportunidade de conversar e conhecer de perto os cinco gigantes que deram o toque especial da festa. O ponto alto foi o senso de humor de todos, o sentimento de um ótimo trabalho cumprido, das ideias sobre composições e trabalhos autorais que se fundem a um maior trabalho coletivo e o resultado é toda a energia e criatividade presentes em todo esse trabalho magnífico que presenciamos. Foi lembrado por eles que o resultado de tanto sucesso é a criatividade suas composições que mantem a Família Nastácia através da cumplicidade e amizade.Uma prova de toda essa produção são os ótimos CD’s que contam com set’s de ótimas letras e levadas que seguem a linha de sua criação com leves toques das bandas que os influenciaram e por muitas vezes cria debates entre os integrantes, que os levam a um grande material, e esperamos ansiosos, que saia em breve para todos escutarem nos volumes máximos e da maneira que gostar. Afinal, eles se divertem, nós nos divertimos, e esperamos, continuar conjugando este “verbo” por muitos e muitos anos.

Texto por Warley Cardoso e foto por Jéssica Delgado. Conteúdo produzido pela Cobertura Colaborativa organizada pela oficina de Midialivrismo do Festival Sem Paredes

Silva Soul

Não é preciso curtir cultura black para conhecer a banda Silva Soul. Se você não conhece, está perdendo a oportunidade de ouvir soul music mineira de qualidade! A banda tem 5 integrantes e um repertório dançante, com músicas autorais que têm influência da cultura negra americana e do samba.

A banda de Juiz de Fora já conquistou crítica e público local e também já dividiu palco com grandes nomes da cultura balck como Berimbrow, Gerson King Combo e dos cariocas do Super Groove. Não tem como ficar indiferente ao som. Aqui na Praça Cívica o público curtiu e os menos tímidos se mexeram no embalo pulsante do som.

Desde 2007 eles comandam o projeto “Baile do Silva”, uma festa com repertório totalmente soul, que conta com participação de dj’s e performances de dançarinos de black que coloca todo mundo pra dançar em sincronia! Este ano eles conseguiram o incentivo da Lei de incentivo à cultura Murilo Mendes da cidade de Juiz de Fora.

Foto Godoy

Quando perguntados sobre a cena musical local, eles disseram que atualmente melhorou, que as bandas estão buscando mais espaço. Completaram dizendo que a Silva Soul tem uma recepção legal do público de JF mas que não divulgam tanto as próprias músicas e que a frequência em casas noturnas tem sido uma vez ao mês.

A banda que tocou em 2 festivais de músicas, do total de 12 que compõem o Circuito Mineiro de Festivais – no Transborda em BH e no Alambique em Barbacena – disse que tocar na cidade de origem é complementar, pois aqui na festival Sem Paredes só tocaram o repertório autoral. Melhor pra gente que pode ouvir boa música soul com sotaque bem mineiro! O show na Praça Cívica foi 10!

Texto de  Emelini Fortes. Conteúdo produzido pela Cobertura Colaborativa organizada pela oficina de Midialivrismo do Festival Sem Paredes

Mekanos

Por Jéssica Delgado

@JehDelgada

Logo depois do show da banda juizforana Martiataka, quem subiu ao palco foram os também mineirinhos de Poços de Caldas, “Mekanos”. Um estilo diferente, dançante e contagiante. A música é gostosinha, daquelas que o corpo pede por um balanço. E quando você vê, já esta lá sendo embalada pelo som, embora ainda tivessem aqueles que preferiram ficar quietinhos, só de olho.

Foto: Camila Camila Knnipp

Como comentei, por ser um estilo menos conhecido da cidade a galera ficou um pouco mais como observadora, sacando qual é desse novo som. A banda veio parar em JF por conta Edital de Circulação Estadual do Programa Musica Minas, em que eles tão percorrendo festivais independentes como o Sem Paredes.

Em um bate papo gostoso com nossa cobertura colaborativa, a galera comentou que está sendo uma super oportunidade tanto profissional quanto pessoal, desde poder se apresentar em estruturas foda (:x ) a aprenderem a se organizar entre estudos, música e dimdim… Enfim, muito bacana!

Martiataka abre o sábado no Festival

Por Tatiana Oliveira

@tatita_oliveira

Tira a camiseta preta do rock pesado que o sol tá forte. Juiz de Fora preparou um dia lindo para quem quiser conhecer um pouco mais sobre algumas das bandas independentes que vem descobrindo as novas perspectivas de se fazer música autoral no país.

E como todo bom mineiro é também bom anfitrião, a banda Martiataka sobe ao palco para abrir o segundo dia de shows do Festival #SemParedes + #FestivalDCE, aqui n Praça Cívica da UFJF. A banda existe desde 2011 e seu som se aproxima do público, que chega para acompanhar a programação que, só hoje, conta com oito bandas.

Com o clipe do single “Asas” na MTV, o grupo ganhou destaque com sua música no meio independente. Martiataka já se apresentou em palcos do Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba. E, agora, em Juiz de Fora, deixam sua marca em um festival que, antes de acabar, já faz história.

Banda Martiataka no palco do festival

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